quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Insosso


Minha cabeça está tonta
Tentando entender.
Precisa descobrir.
Precisa compreender.

Minha cabeça agora roda,
Gira em espaços diversos.
Precisa dialogar, saber!
Mas, em que língua?
Conseguirei me expressar?
Conseguirão me entender?

Onde está a sensibilidade?
O fantástico e a admiração?
O bom-senso, a criatividade?
A estética e a emoção?

Para onde foi tudo isso?
Em que lugar se perdeu?
As cabeças esvaziaram
Ou o mundo escureceu?


* Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pausa


Foi preciso uma pausa
Para sentir e chorar a dor.
Para viver a emoção
E experimentar novo sabor.

A pausa é solitária,
Silenciosa e intensa.
Mas, ela é libertária!
E nos cura da doença.

A pausa torna a respiração  fácil.
O pensamento mais límpido.
As ideias mais criativas
E a vida mais atrativa.

A pausa é imprescindível!
Para uma nova construção.
Desintoxica e alivia
E traz sossego ao coração.

A pausa apaga as rasuras.
Espanta as assombrações.
Enverniza e dá mais brilho
Aos olhos e as sensações.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Essência




   Essência é o necessário,
   É o básico, o primordial.
   É o que há de mais importante.
   Essência é o essencial.

  O essencial é de cada um.
  É o que agrada e dá prazer.
  É o que gera o bem-estar.
  E dá sentido ao viver.

  As essências são muito diferentes
  Vão desde as básicas, às mais complexas
  E mesmo não sendo iguais
  Todas são fundamentais.

  Cada existência escolhe a sua essência.
  Cada vida tem sua necessidade.
  E cada essência é para cada pessoa
  Uma concepção de felicidade.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A reviração do revirar.



Revirando,
o revirado.
Me procurei!

Insistindo
no revirar.
Me encontrei!

Revirando,
remexendo
o revirado.
Me revirei!

Nesse movimento, me analisei.
Nesse processo longo e árduo, 
Me reconheci
E logo constatei

Que eu não estava revirada.
Eu estava misturada!
Por isso, eu me confundia
Não entendia!

Porém, agora me percebi,
me libertei e me compreendi.
Joguei fora o que não servia, 
O que não prestava e o que não cabia.
Me ajustei. Me achei!

Fazer tudo isso é se ver.
Se libertar e se alegrar.
É sentir prazer diferente, 
E experimentar novo paladar.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sábado, 5 de outubro de 2013

Conversa Fiada.



Conversa fiada.
É conversa inventada,
Vazia, boba, malfadada
E sempre intencionada!

Conversa fiada é carregada
De curiosidades e insinuações. 
É sempre dissimulada.
Cheia de inclinações.

A conversa fiada por ser enganosa.
Engana até quem a criou.
Que pela falta de bom senso
Embaralha-se no que inventou.


 *Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

domingo, 14 de julho de 2013

Despertar de verão.



Leveza,
Flutuação,
Paz,
Tranqüilidade!

Prazer,
Satisfação,
Sonho bom,
Liberdade!

Sem meias palavras,
Sem encucações,
Sem desconfianças,
Sem tergiversações.

Dialética necessária!

Desdobrou,
Mostrou-se,
Escancarou,
Revelou-se.

Contradição extraordinária!

Aliviou,
Suavizou,
Extirpou,
Saturou.

Ressuscitação.
Mudança.
Superação.
É o despertar com sol de verão!


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sábado, 13 de julho de 2013

Tempo e Paciência.



O que tem que acontecer
É deixar o tempo resolver.
Ouvir a voz do silêncio
E as batidas do coração.
Respeitar a paciência
E a suave canção.

O que tem que acontecer
É deixar o tempo mostrar.
Aguçar o olhar sobre o mundo,
Ver as cores se revelar.

O que tem que acontecer
É deixar o tempo falar.
Afinar a audição.
Cuidar da sensibilidade.
Dar liberdade à emoção.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.