quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Êxtase e libertação


Euforia e excitação,
Leveza e emoção.
Tudo exala bem.
Com equilíbrio e paixão.


Coração bate leve e no compasso.
Com a certeza consumada.
O filho criado e emancipado.
A vida vivida e apaziguada.

Por isso, hoje sou pulsação. 
Sou desejo e vibração.
Sou o corpo feminino
Em êxtase e libertação.



*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fases do Coração Humano



Coração infantil. 
Brinca, faz folia, se alegra e chora. 
É um coração danado, curioso e distraído. 
Um coração puro e inventivo!

Coração adolescente.
Inconstante e imprevisível. 
É um coração criativo e vibrante. 
Um coração inquieto e irreverente!

Coração jovem. 
É incansável, relutante e impulsivo.
Teimoso e resistente. 
É um coração apaixonado e namoradeiro. 
Um coração aventureiro!

Coração adulto. 
Prudente, altruísta e amoroso. 
É um coração mais calmo e cauteloso. 
Um coração amadurecido e caridoso.

Coração idoso. 
É calejado, experiente e vivido. 
Tem sabedoria e bom senso. 
É um coração sereno e ponderado.

Coração grande ou coração pequeno. 
Adulto, jovem, adolescente, infantil.
Não importa as fases.
Não interessa a idade e o perfil.

Só tem que ter bater com sentimento.
"Não importando a hora e o momento
As batidas têm que ser de dentro para fora
E de fora para dentro."


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

domingo, 2 de agosto de 2009

Papel em Branco


Papel em branco. 
Papel sem linha, sem traço, sem forma, sem palavras, sem expressão. 
Papel sem sentimento, sem comunicação, sem memória. 
Papel com nada vivido, nada preenchido. Sem ação!

Papel vazio! Só um papel. 
Atirado no tempo, jogado ao vento. 
Sem marcas, sem dobras. 
Sem lembranças de qualquer vida. 
Sem ter nada para desbotar ou colorir. 
Sem aventuras. Sem descobertas. 
Sem mistérios. Sem fantasias. 
Sem vitórias. Sem derrotas. 
Sem perdas. Sem lutas. Sem conquistas. 
Sem ter nada para contar. 
Sem ter nada para criar. 
Sem nada para aspirar. 
E muito menos para acrescentar.
 
Só um papel! 
Que serve para registrar, apenas a histórias alheias. 
Que serve para reproduzir, apenas sonhos que não são seus. 
Que serve para homologar apenas decisões dos outros. 
Que serve para ser preenchido com coisas da vida, que não é a sua. 
Deve ser muito triste, ser na vida só um papel em branco!

Atirado no tempo. 
Jogado ao vento. 
Esquecido! 
Sem história, sem memória, sem registro, sem vida.


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Chuva Cristalina



Leve e serenamente
Ela caiu bem devagar.
Branda e delicadamente.
Fez minha alma se acalmar.

De gota em gota
Molhou a terra.
De gota em gota
Molhou o chão.
De gota em gota
Molhou a flor
E apaziguou meu coração.

Chuva forte ou chuva fraca.
Chuva grossa ou chuva fina.
Não importa de que jeito.
Só tem que ser cristalina.

Para limpar toda a sujeira.
Para apagar todas as marcas.
Para lavar toda a poeira.
Para tirar todas as máscaras.

Para evidenciar a expressão.
Para deixar nítido o olhar.
Para expandir a emoção.
E o sentimento se libertar .

Chove chuva e lave a gente.
Aplaque toda e qualquer dor.
Transforme tudo de repente.
Em harmonia, liberdade e cor.


* Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Expressar



Expressar!

Mesmo quando tudo parece sufocado.
Mesmo quando nos sentimos machucados.
Mesmo quando tudo parece sem sentido.
Mesmo quando o mundo está adoecido.

Expressar!

Mesmo quando o pensamento está entristecido.
Mesmo quando estamos enfurecidos.
Mesmo quando estamos amargurados.
Mesmo quando nos sentimos esquecidos.

Expressar!

Mesmo quando tudo parece aprisionado.
Mesmo quando as ideias parecem sem vontade.
Mesmo quando os olhos só vêm a obscuridade.
Mesmo quando a sorte parece ter nos abandonado.

Expressar!

Mesmo quando a imaginação parece ofuscada.
Mesmo quando a voz teima em ficar calada.
Mesmo quando a fantasia parece paralisada.
Mesmo quando a mão parece enrijecida. 

Expressar!

Porque a alma está sensibilizada.
A palavra está inquieta.
A mente está ativa.
O coração bate.
O corpo sente.
A vida pulsa.

Expressar sempre!


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Festejando.





Olhando para o calendário,
Exatamente no mês de junho.
Destaquei o dia vinte.
Quando faço aniversário.

Junho mês das brincadeiras.
De Santo Antônio e São João.
Também mês de São Pedro,
De festança e de quentão.

Mês do pé-de-moleque.
De balão e de folguedos,
De cores e quadrilhas
De bandeirolas e brinquedos.

Mês da menina caipira,
Linda, acanhada e brejeira,
Toda vestida de chita,
Fazendo muitas brincadeiras.

Mês da fogueira e algodão doce.
Mês da comida típica,
Do pau-de-sebo e arroz doce.
Do forró e dança de fita.

Por isso, neste mês lindo
Quero desejar para mim,
Alegria, fogos e vibração
Muita paçoca e amendoim.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Brinquedo de Papel.


Papel,
Linha,
Varetas,
Cola,
Carretel.

Cinco elementos bem simples,
Que nas mãos de uma criança,
Transforma-se em brinquedo,
Capaz de levar os sonhos
Para bem perto do céu.

Brinquedo colorido e alegre,
Que enfeita e colore o dia.
Faz sorrir o guri descalço,
Dando espaço a sua fantasia.

Com a pipa, brinca extasiado o menino,
E têm como aliado o vento.
Orquestra movimento frenético,
Para o decolar o seu invento.

Ri, gargalha, olha e desafia.
É construtor de uma bela brincadeira.
Que nos faz lembrar a inocência.
A simplicidade de uma vida costumeira.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.