segunda-feira, 22 de junho de 2009

Expressar



Expressar!

Mesmo quando tudo parece sufocado.
Mesmo quando nos sentimos machucados.
Mesmo quando tudo parece sem sentido.
Mesmo quando o mundo está adoecido.

Expressar!

Mesmo quando o pensamento está entristecido.
Mesmo quando estamos enfurecidos.
Mesmo quando estamos amargurados.
Mesmo quando nos sentimos esquecidos.

Expressar!

Mesmo quando tudo parece aprisionado.
Mesmo quando as ideias parecem sem vontade.
Mesmo quando os olhos só vêm a obscuridade.
Mesmo quando a sorte parece ter nos abandonado.

Expressar!

Mesmo quando a imaginação parece ofuscada.
Mesmo quando a voz teima em ficar calada.
Mesmo quando a fantasia parece paralisada.
Mesmo quando a mão parece enrijecida. 

Expressar!

Porque a alma está sensibilizada.
A palavra está inquieta.
A mente está ativa.
O coração bate.
O corpo sente.
A vida pulsa.

Expressar sempre!


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Festejando.





Olhando para o calendário,
Exatamente no mês de junho.
Destaquei o dia vinte.
Quando faço aniversário.

Junho mês das brincadeiras.
De Santo Antônio e São João.
Também mês de São Pedro,
De festança e de quentão.

Mês do pé-de-moleque.
De balão e de folguedos,
De cores e quadrilhas
De bandeirolas e brinquedos.

Mês da menina caipira,
Linda, acanhada e brejeira,
Toda vestida de chita,
Fazendo muitas brincadeiras.

Mês da fogueira e algodão doce.
Mês da comida típica,
Do pau-de-sebo e arroz doce.
Do forró e dança de fita.

Por isso, neste mês lindo
Quero desejar para mim,
Alegria, fogos e vibração
Muita paçoca e amendoim.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Brinquedo de Papel.


Papel,
Linha,
Varetas,
Cola,
Carretel.

Cinco elementos bem simples,
Que nas mãos de uma criança,
Transforma-se em brinquedo,
Capaz de levar os sonhos
Para bem perto do céu.

Brinquedo colorido e alegre,
Que enfeita e colore o dia.
Faz sorrir o guri descalço,
Dando espaço a sua fantasia.

Com a pipa, brinca extasiado o menino,
E têm como aliado o vento.
Orquestra movimento frenético,
Para o decolar o seu invento.

Ri, gargalha, olha e desafia.
É construtor de uma bela brincadeira.
Que nos faz lembrar a inocência.
A simplicidade de uma vida costumeira.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quero a cor e o movimento do palhaço.




Quero o palhaço do circo,
Que me faz rir ou chorar.
Quero o olhar da criança,
Que ainda é capaz de sonhar.

Quero pensar que ainda existe
A graça, o encanto e a fantasia.
Quero acreditar que é mentira,
A amargura, a aridez e a hipocrisia.

Quero pensar que é ilusão,
Tanta gente apática e fria.
Tanta gente pálida e sem brilho.
Caminhando cegamente sobre trilhos.


Quero visualizar a cor, o movimento, a alegria.
A vida, o ritmo, o som e a vibração.
Quero ver gente com brilho que irradia
Quero ver de novo, a surpresa, a admiração.

Quero ver gente que pensa e vira a mesa
Gente entusiasmada e ativa.
Quero ver gente travessa, 
Teimosa, incontida e viva.

Quero tudo que reflete a figura do palhaço.
Graça, barulho, riso, dor e emoção.
Só não quero mais acreditar,
Que as pessoas estão vivendo
Estagnadas palidamente na mesma estação!



*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

domingo, 24 de maio de 2009

Saudades da criança



Saudades de você minha criança.
Dos tempos que brincava e para o meu colo corria.
Saudades do seu corpinho se aconchegando no meu.
Saudades do seu cheirinho e de cada pedacinho seu.

Saudades do jeitinho engraçado.
Como dizia algumas palavras.
Palavras que só eu entendia.
"Risando," ao invés de rindo.
"Semetidando", ao invés de exibindo.

Saudades da bagunça gostosa que fazia.
Saudades do meu pequeno menino.
Que com tanto carinho eu cuidava.
Brincava e rezava juntinho.

Me lembro das brincadeiras.
Até aquela em que tinha o jacaré.
Em que eu simulava de muitas maneiras.
O bicho mordendo o seu pé.

Saudades da criança esperta e alegre que era você!
Saudades de muitas noites.
Saudades de muitos dias.
Saudades do que acontecia, 
Antes de você adormecer.

Depois do leitinho morno, 
De escovar os dentes e rezar.
Eu lia muitas histórias 
Até o seu sono chegar.

Você se aninhava em mim.
Eu te acariciava e te acalentava
Te cobria 
E do seu sono cuidava.

Saudades enfim, meu filhinho!
Da sua voz suave, da sua pele macia.
Dos seus olhos vivos e inocentes.
De suas mãos pequeninas.
Saudades de tudo isso sempre.


*Autoria de Maria  Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Mão do Homem



O Pantanal chora.
Arde em chama.
Tamanha a voracidade
Do poder da mão humana.


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros Figueiredo Nery.

sábado, 16 de maio de 2009

Singularidade


" Acredito que na singularidade das coisas muito é revelado."                                Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.