domingo, 19 de fevereiro de 2017

Nossas singularidades.



Nosso corpo, nosso habitat.
Nosso palco de encenações.
Nossa autobiografia.
Vivências e atuações.

Nossa alma, nossa energia
Nossa parte imaterial
Nossa índole revelada
Nosso eu, imortal.

O corpo nos expõe pela metade. 
Quando revela a aparência
A alma nos expõe com plenitude
Ao revelar a nossa essência.

A alma e o corpo, conflitam!
Não concordam em vários pontos.
Para a alma, a emoção liberta.
Para o corpo, os padrões importa.

São duas singularidades, que nos configura.
Embora diferentes e desencontradas.
Uma se apresenta como corpo: físico.
E a outra se apresenta como alma: abstrata.


* Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cultivo da Palavra



Amo plantar e colher palavras.
Elas são cheias de significados
Palavras dúbias ou categóricas
Formam ricos palavreados.

As palavras nos dão ideias 
E provocam decisões.
E se bem compreendidas 
Rompem convicções.

No entanto muita atenção!
As palavras nos fascinam
Elas são muito habilidosas
E facilmente nos hipnotizam.

As palavras são obras primas.
Delicadas como pingentes!
Devem ser bem cultivadas.
Para nos tornar gente!


* Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Trem da minha vida



O ritmo agora desacelerou.
Meu trem desliza sobre os trilhos.
Quase flutua!
O apitou antes frenético, acalmou!

Meu trem já viajou combalido.
Suas engrenagens se retorciam.
Seus movimentos eram bruscos.
Seus solavancos até doíam!

A trajetória era árdua e exigente.
Com muitos pontos obscuros.
Ferrugens e arranhões
Deixaram marcas em meus vagões.

Mas houveram muitas conquistas!
Descobertas e diversas estações.
Um jogo de quebra cabeças.
Aquarela de sensações!

O trem da vida é assim mesmo
Passa por terrenos cheios de erosões. 
O alívio é que as paisagens mudam.
E mudam também as emoções.

*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 15 de março de 2016

Menino do coração!


O menino chega à casa da avó
Alegre e esfuziante!
Em seguida, logo reclama:
"Vó, na minha roupa tem Sol!"

Tira a camisa do corpo.
E joga com destreza no chão.
Vai direto para o quintal
Atrás da bola e da diversão.

Sobe na árvore corajosamente.
Depois grita lá do  alto:
"Vó! Tô com trovão na barriga. Faz mingau?"
Pede o menino, dengosamente!

Depois com a barriga em calmaria
E muito vento nos pés.
Brinca, pula, salta e grita
E recomeça a euforia.

Com a cabeça borbulhando 
O menino põe-se a imaginar
Uma luta com um pirata
E vai para a lama guerrear.

 A avó que vê tudo
 Orgulhosa logo exclama:
"Eita menino danado!
 Que sujo, que escuridão!

Venha amanhecer o corpo.
 Ficar limpinho e cheiroso.
Vou lhe contar uma história
 E cantar uma canção.

 Meu menino do coração!"

*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sou...



Sou uma pequena planta da floresta.
Uma folha da majestosa árvore.
Uma gota do forte orvalho.
Um botão da futura flor!

Sou um ruído de um estrondoso som!
O primeiro ponto de um traço.
O contorno de um desenho.
A intensidade de uma cor!

Sou um dos gêneros da espécie humana.
O sabor contundente do paladar.
O corpo em contínuo movimento.
E a alma sempre a devanear!

Sou o acerto dos meus tropeços.
O reflexo das minhas memórias.
O resultado de muitos acontecimentos.
O presente e futuras histórias.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sombreado


Acinzentou
Escureceu
O dia fechou
O Sol se escondeu.

Menino chora
Quer brincar
Chuva não deixa.
Só faz molhar.

Tudo encharcado
Umedecido
Tudo sombreado
Descolorido

Silêncio se mistura
Ao barulho da chuva
Que cai no telhado
E alaga a rua.

Tudo encolhido
Sombrio!
Sonolência, preguiça
Vazio!

*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

Pedaços



Criança que brinca
Galo que canta
Pinto que pia.
Luz que brilha.

Pássaro que voa
Nuvem que passa
Peito que chia
Barulho que ecoa.

Vento que sopra
Porta que bate
Homem que labora.
Menina que sonha.

São pedaços!
Fragmentos da vida
Partes de um dia
Que findará!


*Autoria de Maria auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.