terça-feira, 23 de junho de 2015

Tarde viva.



Céu azul
Sol a brilhar
Tarde viva
A pulsar!

Visão estampada
De cores vívidas
Árvores dialogando
Acenando vida!

E eu no silêncio
Aprecio a tudo
Desabotoo a alma
Dou voz ao que está mudo.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sábado, 25 de abril de 2015

Canteiro de emoções



Um dia!
Uma melodia.
Um abraço!
Num compasso.
Uma palavra!
Coisa rara.
Um olhar!
Sol e mar.

Um encontro!
Fez o ponto.
Um diálogo!
Sossego.
Uma frase!
Fez a crase.
Uma expressão!
Fez a canção.

Quisera sempre!
Este fato presente.
Que bom seria!
Se a cada dia,
O afeto germinasse.
A vida se coloriria!

Que alegria!
Quando encontramos
Rosas bem cuidadas
E belas composições.
Tudo vira poesia.
Canteiro de emoções!


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Gentileza




A amabilidade e a cordialidade
Já faz tempo o homem perdeu.
As pessoas já não se olham.
A afabilidade desapareceu!

Não se fala mais, bom dia!
Boa tarde! Não existe mais.
Por favor! Muito obrigado!
São tratamentos anormais.

A conversa esvaziou.
A delicadeza embruteceu.
A cortesia caducou.
A humanização desapareceu.

Profeta Gentileza, ao morrer.
Levou consigo o fino trato.
Ficaram a grosseria e a intolerância,
A aspereza e a ignorância.

Afeto e solidariedade.
Educação e delicadeza.
Para quem as possuem
É uma grande riqueza.


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Magnitude




Altas, frondosas e coloridas.
Esquálidas, frágeis e ressequidas.
Todas nas suas singularidades.
Carregam junto às suas raízes.
Muitas histórias de vida.

Árvores, seres fantásticos e intrigantes!
Que suportam muitas intempéries.
São sempre democráticas e altruístas.
Dividem com outros seres, suas conquistas.

Mesmo, muitas vezes, invisíveis ao homem.
Doam para este incondicionalmente
O ar, a sombra, o descanso e o alimento
E em troca, só pedem o cuidado e respeito.

Árvores contam histórias.
Revelam muitos fatos e acontecimentos
Muitos amores e dissabores.
Mas, são deixadas no esquecimento.

Quiséramos nós humanos
Sermos um pouco árvores!
Observadoras, sábias e sustentáveis.
Pacientes, generosas e amáveis.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sonolência



Sonolência anestesia.
Enfraquece o pensamento.
Declina o raciocínio.
Esmorece o movimento.

Sonolência engana os sentidos.
Relaxa a musculatura.
Inibe a atividade.
E freia a desenvoltura.

Sonolência desfoca a visão.
Extenua a emoção.
Reduz a euforia.
Debilita a criação.

Sonolência é letargia.
É cansaço e desolação.
É desânimo e preguiça
É lerdeza e prostração.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Insosso


Minha cabeça está tonta
Tentando entender.
Precisa descobrir.
Precisa compreender.

Minha cabeça agora roda,
Gira em espaços diversos.
Precisa dialogar, saber!
Mas, em que língua?
Conseguirei me expressar?
Conseguirão me entender?

Onde está a sensibilidade?
O fantástico e a admiração?
O bom-senso, a criatividade?
A estética e a emoção?

Para onde foi tudo isso?
Em que lugar se perdeu?
As cabeças esvaziaram
Ou o mundo escureceu?


* Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pausa


Foi preciso uma pausa
Para sentir e chorar a dor.
Para viver a emoção
E experimentar novo sabor.

A pausa é solitária,
Silenciosa e intensa.
Mas, ela é libertária!
E nos cura da doença.

A pausa torna a respiração  fácil.
O pensamento mais límpido.
As ideias mais criativas
E a vida mais atrativa.

A pausa é imprescindível!
Para uma nova construção.
Desintoxica e alivia
E traz sossego ao coração.

A pausa apaga as rasuras.
Espanta as assombrações.
Enverniza e dá mais brilho
Aos olhos e as sensações.


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.