segunda-feira, 5 de abril de 2010

Erupção




Algo acontece em minha mente
Não sei o que é.
Não sei o que sinto
É estranho, diferente!

Um certo desassossego. 
Uma certa inquietação.
Deslocamento,
Agitação!

Paciência mínima. 
Sensibilidade aguçada.
Não quero ser questionada. 
Quero ser respeitada.

Preciso de pausa. 
Preciso de tempo.
Preciso de espaço.
Preciso de meu momento.

Não quero barulho
Só o silêncio,
Já está muito agitado.
Dentro do peito.

São lavas de um vulcão
Prestes a sair. 
É o meu eu, 
Em erupção!


*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Poema para Dora


Força
Fragilidade
Coerência
Sensibilidade

Menina-mulher
Sonhadora tenaz
Mãe leoa
Realizadora contumaz.

Amiga
Irmã
Elo sólido
Em meio a certeza vã.


* Poema de Autoria de Lúcia Vianna.
** Fotografia de Rodrigo Figueiredo Nery.

sábado, 28 de novembro de 2009

Um pingo d'água.



Um pingo d'água pode representar:

Uma flor, um formato, uma cor.
Um sopro, uma vida, uma respiração.
Uma fala, um movimento, uma expressão.
Um sorriso, um gesto, uma emoção.

Um pingo d'água pode provocar:

Uma revelação, uma tristeza, uma decepção.
Um lamento, um desassossego, uma inquietação.
Uma reflexão, pensamentos e especulações.
Uma preocupação, dúvidas e interrogações.

Um pingo d'água pode trazer consigo:

Um sentimento.
Uma revolução.
Um lampejo.
Uma provocação.

Uma esperança.
Uma lembrança.
Uma ironia.
Ou ilusão.

Um pingo d'água é capaz de:

Povoar o coração, 
A cabeça e a razão.
Desestabilizar 
Ou harmonizar uma situação.


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Me revelando sempre.


Cada vez que desafio e persevero, eu me descubro.
Cada vez que imagino, sonho e faço, eu me realizo.
A cada passo cumprido e concluído, eu cresço.
A cada dúvida ou certezas, eu me refaço.
A cada conquista e vitória, eu me abraço.

A cada adeus, partidas e despedidas, eu choro e sofro.
A cada saudade e lembranças, eu revivo.
A cada emoção ou sofrimento, eu reflito.
A cada inveja e falsidade, eu me fortaleço.
A cada insegurança ou medo, eu enfrento.

A cada surpresa, eu me alegro e penso.
A cada impasse e incertezas, eu resolvo.
A cada dia e a cada hora, eu me acho.
A cada sensação e movimentos, eu reajo.
A cada dor e sofrimento, eu amadureço.

A cada mulher que em mim se faz, eu me revelo!



*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Êxtase e libertação


Euforia e excitação,
Leveza e emoção.
Tudo exala bem.
Com equilíbrio e paixão.


Coração bate leve e no compasso.
Com a certeza consumada.
O filho criado e emancipado.
A vida vivida e apaziguada.

Por isso, hoje sou pulsação. 
Sou desejo e vibração.
Sou o corpo feminino
Em êxtase e libertação.



*Autoria de Maria Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fases do Coração Humano



Coração infantil. 
Brinca, faz folia, se alegra e chora. 
É um coração danado, curioso e distraído. 
Um coração puro e inventivo!

Coração adolescente.
Inconstante e imprevisível. 
É um coração criativo e vibrante. 
Um coração inquieto e irreverente!

Coração jovem. 
É incansável, relutante e impulsivo.
Teimoso e resistente. 
É um coração apaixonado e namoradeiro. 
Um coração aventureiro!

Coração adulto. 
Prudente, altruísta e amoroso. 
É um coração mais calmo e cauteloso. 
Um coração amadurecido e caridoso.

Coração idoso. 
É calejado, experiente e vivido. 
Tem sabedoria e bom senso. 
É um coração sereno e ponderado.

Coração grande ou coração pequeno. 
Adulto, jovem, adolescente, infantil.
Não importa as fases.
Não interessa a idade e o perfil.

Só tem que ter bater com sentimento.
"Não importando a hora e o momento
As batidas têm que ser de dentro para fora
E de fora para dentro."


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.

domingo, 2 de agosto de 2009

Papel em Branco


Papel em branco. 
Papel sem linha, sem traço, sem forma, sem palavras, sem expressão. 
Papel sem sentimento, sem comunicação, sem memória. 
Papel com nada vivido, nada preenchido. Sem ação!

Papel vazio! Só um papel. 
Atirado no tempo, jogado ao vento. 
Sem marcas, sem dobras. 
Sem lembranças de qualquer vida. 
Sem ter nada para desbotar ou colorir. 
Sem aventuras. Sem descobertas. 
Sem mistérios. Sem fantasias. 
Sem vitórias. Sem derrotas. 
Sem perdas. Sem lutas. Sem conquistas. 
Sem ter nada para contar. 
Sem ter nada para criar. 
Sem nada para aspirar. 
E muito menos para acrescentar.
 
Só um papel! 
Que serve para registrar, apenas a histórias alheias. 
Que serve para reproduzir, apenas sonhos que não são seus. 
Que serve para homologar apenas decisões dos outros. 
Que serve para ser preenchido com coisas da vida, que não é a sua. 
Deve ser muito triste, ser na vida só um papel em branco!

Atirado no tempo. 
Jogado ao vento. 
Esquecido! 
Sem história, sem memória, sem registro, sem vida.


*Autoria de Mª Auxiliadora Negreiros de Figueiredo Nery.