domingo, 19 de fevereiro de 2017

Nossas singularidades.



Nosso corpo, nosso habitat.
Nosso palco de emoções.
Nossa autobiografia.
Vivências de muitas estações.

Com o nosso corpo nos situamos no mundo.
Passeamos por diversos lugares, inclusive nas escórias.
Dançamos, cantamos e representamos
E narramos muitos fatos e histórias.

Mas, nosso corpo consegue nos expor só pela metade.
Através dos seus amplos e sutis movimentos.
Só a nossa alma consegue expressar com plenitude
O âmago das nossas angústias e pensamentos.

A nossa alma e o nosso corpo, muitas vezes, brigam.
Não concordam em vários pontos de vista.
A alma enseja a emoção que liberta.
O corpo se prende aos padrões que engessa.


São duas singularidades que nos configura.
São duas formas de estarmos no mundo.
Uma forma se apresenta como um corpo.
E a outra se apresenta como a alma.


* Texto de Autoria de Maria Auxiliadora negreiros de Figueiredo Nery.